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A morte do pobre parece causar menos urgência. A estatística confirmar o que a realidade já gritava

  • Foto do escritor: Ana Carolina de Morais
    Ana Carolina de Morais
  • 21 de mai.
  • 2 min de leitura


Quanto mais pobre, maior o risco de morrer por câncer.

Essa triste constatação foi realizado em uma pesquisa da Unicamp, ao analisar dados de Campinas-SP entre 2010 e 2019, uma das cidades com melhor PIB do Brasil.


Apesar da população mais pobre apresentar menos diagnósticos da doença, a mortalidade é maior, devido a vários fatores, entre eles, dependência exclusiva do SUS, dificuldade de acesso a exames preventivos, a exames de alta complexidade e a médicos especialistas, demora no diagnóstico e início do tratamento.

Acredita-se que o câncer é subdiagnosticado na população de regiões mais vulneráveis, ou seja, provavelmente esses dados são ainda piores.


Como diz o ditado popular, desgraça pouca é bobagem, como se não bastasse a dificuldade de acesso ao diagnóstico, quem consegue chegar ao diagnóstico, na maioria das vezes encontra a doença em estado avançado, diminuindo as possibilidades de cura, e ainda assim, precisa mais uma vez esperar, e esperar, agora, para iniciar um tratamento.


Acontece que, a doença não espera a fila do SUS andar para evoluir, ela segue o seu curso, enquanto o paciente vive aflito, sabendo que uma doença grave cresce dentro dele, sem nada poder fazer, além de esperar a sua vez chegar.


E essa espera, o aproxima a cada dia da morte, que infelizmente é mais rápida que a sua vaga para um tratamento. E assim as vidas pobres se vão, sem sequer ter a oportunidade de realizar um tratamento, como se tivesse menos valor.


Esse estudo acende um alerta importante, precisamos que o SUS saia efetivamente do papel, os casos de câncer estão aumentando, a estimativa é de 781 mil novos casos ao ano no Brasil entre 2026 e 2028.


E o que será feito? Já temos dados suficientes indicando que precisamos de intervenções pra ontem, a estimativa de novos casos de câncer, maiores índices de mortalidade e menos acesso a serviços de saúde entre as populações mais vulneráveis.


Está claro: precisamos de política públicas acontecendo na prática, a verba precisa efetivamente chegar no destino certo, os profissionais precisam ser capacitados, e a saúde, um direito de todos, precisa realmente chegar para todos. 


Condição financeira não pode definir o valor da vida de alguém!



Ana Carolina de Morais

Nutricionista

Gestora DF Advocacia



Referências:




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